Vamos falar de Autorresponsabilidade?

Atendemos empresas dos mais diversos tamanhos e um tema muito comentado entre eles é: AUTORRESPONSABILIDADE.

Frases muito recorrentes nos treinamentos de liderança corporativa – e que você provavelmente já ouviu – são:

“Eu fiz a minha parte, eu mandei o e-mail.”
“Eu não sou explosivo demais, as outras pessoas é que me provocam!”
“Eu teria feito o relatório, mas ninguém me enviou o modelo a tempo.”
“Aqui sempre foi assim, e não tem como mudar.”

Essas são frases clássicas, que denotam falta de autorresponsabilidade no ambiente empresarial. E falta dessa competência pode ser evidenciada, principalmente, por justificativas constantes para erros ou para problemas, como citado acima, nos exemplos de frases.

Imagine só como seria sua área sem justificativas? Um time composto por pessoas que buscam por soluções em primeiro lugar, ao invés de se preocupar com qual desculpa dará para determinadas coisas cotidianas?

Quando falamos de autorresponsabilidade, falamos também sobre a força que motiva as pessoas a atingirem os seus objetivos, ultrapassando obstáculos, sem se colocarem como vítimas, mas como donas do próprio caminho. Isso faz com que elas não se preocupem com as justificativas ou com o que ficou no passado, mas foquem especificamente no seu resultado futuro.

Segundo Ken Blanchard, “as pessoas que assumem a responsabilidade pelas próprias ações, assumem o controle do seu futuro e fazem com que o seu barco navegue a todo vapor. Elas possuem uma capacidade superior de autoliderança.”

O que você escolhe? Ser dono do próprio futuro ou deixar com que o seu barco seja navegado por circunstâncias ou por situações? Quantas vezes você não atingiu o seu objetivo final por deixar se levar por essas coisas?

Ao falarmos sobre autoliderança torna-se imprescindível falar sobre aquilo que pode te limitar, te barrar e te fazer desistir deste trajeto rumo ao seu objetivo. Chamamos isso de restrição autoimposta, que é uma crença baseada em alguma experiência do passado, que limita as suas experiências atuais e do futuro.

Um excelente exemplo, para ficar mais claro e fazer com que você descubra qual é ou quais são as suas restrições e o que você pode fazer com elas, é sobre como os elefantes são treinados. Você já ouviu falar sobre isso?

O treinador pega um elefante bebê e o amarra a uma estaca com uma corrente pesada. Mesmo puxando com muita força, o pequeno elefante não consegue quebrar a corrente. Com o passar do tempo, ele nem tenta mais. Passado algum tempo, ele pesa seis toneladas. Agora poderia arrancar a estaca inteira do chão com facilidade, mas nem tenta. Sua incapacidade de se mover além do comprimento da corrente não é real; é uma restrição autoimposta.

Considere como a história do elefante se relaciona com o ambiente corporativo. Escutamos rotineiramente frases como: “Por que eu deveria me preocupar? Meu líder não vai aprovar mesmo. Ele sempre recusa minhas ideias…” Ou “eu nunca fui boa nisso.”

Esses são exemplos clássicos de restrições autoimpostas, e até podem conter alguma dose de verdade, dependendo do contexto, mas não devem servir para definir sua experiência, pois isso vai diminuir a sua competência de autorresponsabilidade, percebe?

Vamos lá! Coloque sua autorresponsabilidade à prova e estimule seu time neste caminho. Comece desafiando suas restrições autoimpostas e desafiando as justificativas que você receber da sua equipe.

Você perceberá que a autorresponsabilidade, com o passar do tempo, se tornará uma característica fundamental e aculturada no seu dia a dia e no dia a dia das pessoas que convivem com você.

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